Corações livres
Finalmente chegara o dia tão esperado por ambos. Após quase cinco anos de namoro, resolveram se casar. Sentada em uma pequena poltrona em frete ao espelho, contemplava sua visão. Os cabelos louros presos com umas pequenas flores, e o vestido tomara- que- caia branco ficaram perfeitos, estava realmente linda. Seis meses vivendo em função dos preparativos do casamento e os detalhes da festa. Tudo estava como ela havia sonhado por anos,e nunca poderia descrever a sensação de felicidade plena.
- Vamos Ana, o carro está a nossa espera. Dizia seu pai. - Estou indo, desço em um instante.
Os olhos de seu pai encheram-se de lágrimas ao vê-la.
Não conseguia pronunciar uma palavra sequer, deu lhe um beijo na testa e conduziu- a até o carro que os levaria para a Igreja. Conforme a tradição, atrasou-se alguns minutos para criar aquele suspense costumeiro. Os cochichos e o nervosismo dos convidados denunciavam que algo estava errado. Seu irmão mais velho abriu a porta do carro trazendo a terrível notícia: " O noivo não veio, simplesmente desapareceu". Arrancou com violência o celular do bolso do irmão, e discava aquele número na esperança de que tudo não passasse de um simples engano. Após 9 tentativas e nenhum resultado, começou a suar frio e não parava de olhar para o fim da rua na esperança de que ele aparecesse. Após uma hora de espera sentiu-se a pessoa mais patética e insignificante do mundo, não conseguiria suportar tamanha vergonha.
No meio daquela aglomeração de parentes e amigos, identificou uma pessoa que gritava: " Aconteceu um acidente, ele está no hospital." Saiu correndo no meio da rua, segurando o pedaço do vestido que se encontrava sujo e rasgado. Ao chegar ao hospital gritava incessantemente o nome do amado: " Pedro, Pedro..." e desmaiou.
Despertou depois de uma hora e meia, sentindo uma terrível dor de cabeça e um aperto terrível na garganta, tudo parecia irreal. Descobriu que aquele que ela tanto amava, lhe traía há anos e que justamente no dia do casamento resolvera fugir com a amante. Parece essas história de novela, mas era a sua realidade e doía mas que tudo. Como punição divina como seu próprio pai costuma dizer, Pedro ficou paraplégico pelo resto da vida uma sequela desastrosa do acidente. E Ana? Até hoje ninguém consegue, absolutamente ninguém consegue desvendar o que todos esses acontecimentos fizeram a ela. Tristeza absoluta. Duas vidas destruídas.
3 Comments:
Demorei tempos pra escrever o final, eu queria explicar o título mas deixa pra próxima. E não fica com ciúmes de blog não tá?
Espero que nossas duas vidas não sejam destruídas por aquele vestido... rs
Muito ciúme de blog! Beijo.
Acheiii BeM ReaL, infelizmente essaS coiSas aCoNTEcEM...
NÃO ACONTEcEu cOMiGO, tah... rsrsrs
MAs Adoreiii, ConSeguiu Prender miNHa atenção e Fazer Imaginar a dOr Daquela MuLher...
VOcê esTah MelHOrando, AêÊÊê...
Te AdorOoo!!!
Vê se PresTA aTençãO NA auLa, em vez de fiCAr escrevendo... Aposto Q essE TExTo FOI FEiTo NA AuLa de Matemática... rsrsrsrsrs
Adoreiii!!! BeijinhOs!!!
Postar um comentário
<< Home